Fórum do Amanhã - doinlive.com

Caminhoneiros! Faltam apenas 2 dias para o Fórum do Transporte Rodoviário de Cargas. O Governo @JairBolsonaro reformulou completamente o diálogo do Estado com a categoria e continuamos a inovar. Dessa vez, uma edição online e aberta a todos por meio dos canais do @minfraestrutura

submitted by ORGASMATRON_9000 to Bolsonaro [link] [comments]

Black Friday da depressão: funcionários de redes de fast food relatam pressão na guerra do dia mundial do consumismo | Revista Fórum

Black Friday da depressão: funcionários de redes de fast food relatam pressão na guerra do dia mundial do consumismo | Revista Fórum submitted by reticente to brasilivre [link] [comments]

Por que você usa o Reddit?

Tava olhando minha medalha de 4 anos de reddit (já tive uma conta mais antiga) e pensei nisso, por que uso o Reddit em detrimento de outros fóruns ou redes sociais? A conclusão? Não cheguei em nenhuma
submitted by Prismatta to brasil [link] [comments]

Como ajudar um colega a se livrar do seu vício?

Bom dia! Gostaria de algumas dicas para ajudar um colega meu a se livrar do seu vício em maconha, ele fuma desde os 12 anos, usa lança- perfume, fuma cigarro, bala e bebe. Não conhecia bem esse mundo até entrar na faculdade, nunca procurei para ver como é uma maconha ou como bolar um baseado. Mas ele precisa de ajuda, nesse ano ele teve um problema com o pai dele e saiu para morar em outra casa aqui na cidade, ele tem uns amigos e uma namorada que também adoram usar essas coisas, os dois trabalham no Fórum aqui da nossa cidade, estamos no curso de Direito. A namorada dele inclusive trabalha na mesma vara que eu, ela trabalha no gabinete ao lado do juiz, faz audiência entre outras coisas, os dois estão morando juntos nessa casa e ver o jeito que ele está se destruindo é muito triste, ele usa essas coisas em eventos que ele vai com seus amigos. Tem umas festas que eles frequentam chamada Trip Sound, Circus e tem outras que não lembro o nome, ele inclusive usa o seu Instagram para mostrar que usa essas coisas e também vende para conseguir lucrar um pouco. Eu e meus colegas da faculdade já tentamos conversar com ele, mas ele não muda, ele fala no Twitter que foi atrás de melhoras, procurou uma psicóloga, mas depois não voltou mais lá. Eu entendo que ele tem uma vida meio conturbada os pais são separados, o pai mora aqui na minha cidade e a mãe mora na cidade onde ele nasceu, um dos problemas que fez ele sair da casa do pai dele é que o pai descobriu que ele fuma e além disso o pai dele bebe muito e isso deixa ele triste, já conversei com ele várias vezes mas ele não para, não muda e isso está destruindo ele, ao meu ver ele já era meio doidinho quando conheci ele, mas agora ele só está ficando mais lesado, já pesquisei e conversei com meu psiquiatra sobre os efeitos da maconha no nosso cérebro e elas não são boas. Se alguém tiver algum conselho para me dar ou um modo para ajuda- ló eu seria grato.
submitted by Creids258 to desabafos [link] [comments]

Hitler perseguia negros? || Final da temporada de The Boys. || Bem vindo ao Reddit!

Hitler perseguia negros? || Final da temporada de The Boys. || Bem vindo ao Reddit!
Oi, como podem perceber sou novo aqui. E como bem perceberam no título desse tópico (será que posso chamar de tópico? Isso tudo aqui parece um fórum pra mim.) gosto de causar polêmica a troco de absolutamente nada. Com isso fica fácil deduzir como eu vim parar aqui: perdi todas as outras redes sociais (Facebook, Twitter) por causa do que eu postava sobre as minhas opiniões político-partidárias. A turma via minhas postagens, deturpava e mandavam os seus robôzinhos denunciar meus perfis. Perdi todos, acho que foi até uma bênção pra mim.
Assim que criei a conta aqui prontamente achei a comunidade brasileira, o reddit.com/brasil. Entretanto logo após que eu fiz um comentário lá recebi uma mensagem dizendo que eu tinha que ter 15 dias de existência e 50 pontos... sei lá! Então quando eu parei para analisar bem quais eram as postagens que tinham e como eram os comentários, logo conclui que lá é um antro de esquerdistas intolerantes que muito provavelmente taxaram e continuam taxando os 57.796.986 eleitores que votaram no Bolsonaro (é, dei uma Bingada. Sim, uso o Bing, fodase!) de nazistas, fascistas, otorrinolaringologistas e etc.
Então, prontamente saí em busca de outra comunidade brasileira aqui no Reddit quando enfim cheguei aqui. Fiz um comentário numa postagem e aparentemente ele não caiu num limbo devido a minha falta de tempo de conta ou de pontuação inútil que a gente só encontraria naquele episódio de Blackmirror sobre as redes sociais. Então, tô aqui.
Finalizando a minha apresentação e de como eu cheguei aqui e iniciando os temas do título do tópico, recentemente veio-me uma dúvida a minha mente: o Hitler realmente perseguia negros? Ou para uma melhor colocação: o nazismo perseguia SOMENTE negros? Porque todo esse bombardeamento da mídia e até das escolas onde nós estudamos dá a entender que tudo o que o Hitler fez foi somente para matar todos os negros do planeta inteiro e disseminar a sua raça ariana pura, quando nós bem sabemos que, além de negros, o nazismo perseguiu muito mais e mais violentamente os judeus, as populações dos países adjacentes a Alemanha como os poloneses e também ciganos. Até lembro que o Jesse Owens participou "de boaça" das competições bem debaixo do nariz de Hitler, como um demônio sanguinário permitira uma provocação tão grande quanto essas? Um negro vencendo sua raça ariana para todo o planeta ver?
Aí veio a série The Boys juntamente com a personagem Tempesta (Stormfront). Quero logo dizer que eu não li as HQs, apenas vi alguns vídeos do canal Ei Nerd onde ele dizia que nas HQs esse personagem era homem, enquanto na série colocaram ele como mulher. Até aí beleza. Mas na série colocaram a Tempesta como se fosse a esposa de um nazista lá que criou os primeiros supers, incluindo ela. E a temporada inteira deu a entender que ela não gostava apenas de negros, quando, na verdade, como escrito anteriormente aqui, o nazismo perseguiu além dos negros, com muito mais afinco e violência, judeus, ciganos e poloneses e dentre outros. Daí já tem uma contradição: por que ela escolheria a América do Norte, que já tinha, tanto numa época recente da segunda guerra quanto até os dias atuais onde a série se passa, uma vasta diversidade de raça, cor, etnia e etc? Por que a Vought não continuou na Alemanha e não se estabeleceu por lá apenas para fazer os supers com arianos? Ou por que (e como) o Stan Edgard conseguiu se tornar o chefão da Vought com a Tempesta sempre sendo a "dona da empresa" por trás dos panos, afinal ela não era a esposa do criador da empresa cujo o nome deriva do sobrenome do mesmo? Pra mim, não faz muito sentido.
Então reparei nessa cena do último episódio da segunda temporada:
https://preview.redd.it/6yate39tkis51.png?width=3000&format=png&auto=webp&s=8f622d68d9a0bf74ff003c01294c96fa0d79b53a
Leitinho usa uma camisa com o símbolo de uma mão em forma de punho fechado levantado pra cima. Não é de hoje que percebo essa série dando umas "esquerdizadas". Vem acontecendo desde o episódio lá da igreja, onde praticamente taxa todos os cristãos como homofóbicos altamente odiosos e os líderes cristãos como hipócritas por experimentarem o homossexualismo.
E acredito que não seja por acaso o Leitinho estar usando essa camisa quando recentemente estamos vendo os Antifas usando esse mesmo símbolo estampado em suas ações; isso nada mais passa, ao meu ver, uma mensagem que diz "olha só, os antifas são os nossos amiguinhos! Eles são os mocinhos da história assim como o Leitinho e os The Boys!" Bem como atrelado a todo o contexto em que a série está incluída, onde temos algumas pessoas 'normais', vistas na sociedade como criminosas, lutando contra os 'heróis' que são os verdadeiros vilões e criminosos da série, porém agem por trás dos panos e ludibriam a população com uma aura de "herói bonzinho". Alguma semelhança com a vida real? Ao meu ver, numa conclusão óbvia, os The Boys são os Antifas e o Capitão Pátria e companhia são, nos EUA, os republicanos de direita pró-Trump. Ou até melhor, dando um exemplo conterrâneo, são os "cidadãos de bem" aqui do Brasil.
CIDADÃOS DE BEM
Ah... os "cidadãos de bem"... finalmente cheguei no ponto em que eu queria. No último ano, não, digo, desde quando o Bolsonaro venceu as eleições, qualquer coisa deplorável que surja na mídia ou em qualquer jornalzinho de uma cidadezinha, já é taxado pelos esquerdopatas como praticados pelos tais "cidadãos de bem" que votaram no Bolsonaro. Isso vai desde uma simples briga de trânsito até o ataque da escola de Suzano. Não importa! Quando eles observam um crime sendo cometido, uma cena em que alguém está sendo humilhado ou prejudicado prontamente já dizem: "—olha o cidadão de bem eleitor do Bolsonaro aí!" E eles falam com uma convicção de que num presídio não existam presos apoiadores de Lula, Dilma ou que sejam inclinados a apoiarem as pautas comuno-progressistas e socialistas que essa turminha tanto defende.
É a corrupção do "cidadão de bem". É isso que 'eles' estão fazendo! Se um "cidadão de bem" sai de sua casa, pega ônibus, vai pro trabalho e quando volta cansado do trabalho é morto em um assalto, não importa! Ele era um "cidadão de bem", morreu porque uma "vítima da sociedade" queria algo dele por acreditar inconscientemente numa "dívida histórica" que o tal cidadão de bem tinha com ele. Onde já vimos isso antes? Um cidadão de bem sendo o malvado da história quando o criminoso na verdade era o "mocinho"? Um povo que fora escravizado no passado e está descontando suas "raivas ancestrais" em pessoas que nunca escravizaram alguém na vida? Um herói que na verdade é um vilão sendo vencido por criminosos que na verdade são os mocinhos?
FINALIZANDO E TIRANDO MINHAS CONCLUSÕES...
Agora é que a minha viagem na maionese começa: os Antifas é, como nós todos, pessoas com 3 ou mais neurônios na cabeça já sabemos, é um grupo terrorista que busca instaurar o caos com um claro objetivo político que derrubar o Trump! Ou seja, derrubar a direita.
Subvertem o termo "cidadão de bem" para poderem legitimar as suas atitudes, como destruir patrimônios público-privados, derrubar estátuas e saquear lojas e até a assassinar pessoas como vem acontecendo nos EUA depois da morte de George Floyd assim como vai acontecer muito mais, tanto lá quanto aqui no Brasil. Mas, lembrando que é sempre sob o pretexto de combater o "cidadão de bem". A pessoa que é "boazinha" por fora mas por dentro é racista, fascista, otorrinolaringologista, etc. O dono de uma mercearia por exemplo? É um cidadão de bem! Pois ele agride os menos desfavorecidos com a sua prosperidade.
Pra isso eles precisam de uma vítima: o povo negro. E para "protegê-los" precisam de um vilão no nível de um demônio: os nazistas.
Agora aqui no final eu deixo um questionamento para os que leram até aqui: a cada dia que passa vemos mais e mais notícias da mídia dizendo que o "neonazismo" está crescendo nos EUA e aqui no Brasil. Você já viu alguma organização neonazista aqui no Brasil? Já foi convidado para entrar em alguma organização dessas? Já foi perseguido e agredido por uma dessas organizações? Existe, hoje, algum político que defenda abertamente o nazismo (obs: aquele professorzinho da piscina da suástica não conta, aliás, ele nem vai conseguir se eleger)?
Pergunta bônus:
Existe algum grupo nos dias atuais que defendam a "não miscigenação" sob o pretexto de manter a raça pura?
(alerta de spoiler)https://media.gazetadopovo.com.b2018/01/1f114ef69a9e7fc41f6524dc96151694-gpMedium.jpg
Bom, acho que consegui criar uma bela treta pra começar a usar essa... rede social (?)
Bom... parece um fórum...
submitted by Barbaro_Erudito to brasilivre [link] [comments]

Procedimento de guarda para maiores de 18 anos?

Bom dia.
No momento estou morando com um indivíduo maior de 18 anos, o mesmo individuo morava com seu guardião legal junto com irmãos.
O problema: Esse guardião disse que ativou um advogado para que o individuo voltar a sua antiga moradia. Isso é válido?
Conhecendo o guardião pode muito bem se tratar de uma ameaça, mas já precisava tirar esse problema do caminho para começar a tratar difamações etc.
A certidão de tutela não define idade máxima e não tem data limite definida. A certidão tem como assunto "Procedimento Comum - Guarda", antes de listar os indivíduos (uma certidão para todos indivíduos) é citado "X foi nomeado(a) GUARDIÂO DEFINITIVO dos menores xx..".
Outro ponto, esse guardião ameaçou difamar publicamente (ligar para todos os conhecidos e dizer mentiras) o individuo que mora comigo. Qual a melhor forma de se preparar para isso? Há algum tipo de fórum ou advogado que eu precisaria ir atrás? Não tenho muita grana sobrando pra isso
submitted by otker to ConselhosLegais [link] [comments]

HT Forum chega ao fim

Mensagem na homepage:
"Prezados usuários, o HT Forum está fechado para novo conteúdo. O fórum permanecerá aberto para leitura até dia 27/8/2020, com MPs liberadas para que quaisquer assuntos pendentes possam ser encaminhados. A partir do dia 28/8/2020 todo o conteúdo ficará indisponível e será armazenado conforme os requisitos legais, depois do que será totalmente apagado. Agradecemos pela compreensão." .
Outra mensagem na board:
"*Olá pessoal,
Em maio de 2002, o cenário era muito diferente. Eu trabalhava na indústria e pouco tempo antes tinha sido transferido para outra cidade. Tinha tempo, disposição e conhecia pouca gente. O Facebook ainda levaria 2 anos para entrar no ar, o primeiro iPhone só seria lançado em 2007 e o primeiro logo do recém-criado HT Forum era nada mais do que um smiley gigante.
O fórum nunca teve nenhuma pretensão de se tornar algo tão relevante. Foi uma forma que encontrei de compartilhar conhecimento e cultivar amizades. Fiquei surpreso com tamanha adesão. Logo passamos a nos organizar, fazer e publicar os primeiros testículos polêmicos (evidentemente) e passamos a organizar eventos em hotéis com a participação e apoio de centenas de pessoas, empresas e figuras de renome no meio.
E apesar das contribuições, nenhum desses eventos deu lucro, pelo contrário, em todos tive que cobrir parte do meu bolso. Mesmo assim, e embora o HT Forum tenha crescido muito mais depois disso, essa talvez tenha sido sua época áurea, não tão grande nem tão pequeno, e unindo as pessoas em torno de um hobby comum.O forte do HT Forum sempre foi seu conteúdo técnico, mas é inevitável que, onde se reúnam muitas pessoas, todo tipo de assunto seja discutido. Perdi a conta de quantas noites em claro passamos para reestruturar o fórum para atender à busca crescente de todo tipo e à crescente demanda por recursos de hardware.
Chegamos a servir mais de 50 milhões de páginas por mês.Mas a vida dá voltas e oportunidades me foram oferecidas que eu não poderia deixar passar, tanto no campo pessoal quanto no profissional. Além disso, a legislação sobre a internet no Brasil começou a fazer avanços importantes que sentimos muito de perto. Pelo mesmo motivo, julgamos ser impossível “passar adiante” o conteúdo. Aos que acreditam que podem, em 2020, manter um conteúdo online sem complicações, desejo muita sorte.
Este ano completamos 18 anos e praticamente em todo o mundo os 18 anos representam a maioridade, é um símbolo importante na vida das pessoas, uma passagem à vida adulta. É muito duro despedir-se, mas chegou a hora de cada um de vocês encontrar um caminho para o HT Forum. Um caminho que, espero de coração, leve à prosperidade e à felicidade. Só tenho a gradecer a oportunidade de ter tido uma companhia, a participação e o empenho de cada um de vocês durante esse tempo. Todos juntos contribuímos um pouquinho para o desenvolvimento do áudio e vídeo no Brasil. Boa sorte e que nossos caminhos se cruzem no futuro."*
submitted by StillAtmosphere to InternetBrasil [link] [comments]

O HTForum chegou, subitamente, ao fim.

Do dia pra noite sumiu tudo, todas as análises, discussões técnicas, dicas, questionamentos, opiniões...
Tantos threads que me ajudaram a discutir sobre os preços e produtos (televisões, aparelhos de som) aqui no br. Tomei um susto hoje quando, como de rotina, fui abrir o thread da Samsung Q90T, para saber se havia updates sobre o lançamento br, e o servidor simplesmente não existia.
Se alguém souber sobre essa história, agradeço qualquer pedacinho de informação.
Se não, fica aqui esse post em memória do HT Fórum, mais um ótimo fórum brasileiro, que infelizmente chegou ao fim.
https://www.clubedohardware.com.btopic/1479276-fim-do-f%C3%B3rum-htforum/
Edit: aparentemente já foi criado um substituto, e os usuários estão migrando para lá. https://www.htforumbrasil.com.b
submitted by Luccacalu to brasil [link] [comments]

#TeamViana: Uma aventura no Football Manager

Olá!

Criei um tópico há alguns dias no ForumSCP relatando a minha aventura no Football Manager, em que comecei no Sporting e dei o controlo total das transferências ao Hugo Viana.

Os leitores do fórum têm gostado e um deles sugeriu divulgar no Reddit porque poderiam também gostar de ler.

O tópico original pode ser visto em https://www.forumscp.com/t/zergrush-no-fm20-em-hugo-viana-n%C3%B3s-confiamos/

Para quem, por algum motivo, não quiser frequentar o ForumSCP, comecei também a transpor os textos para o Wattpad. Podem ler essa versão neste link: https://www.wattpad.com/story/237544350-teamviana

Neste momento, a versão do Wattpad vai no final da primeira temporada e a do fórum está a aproximar-se do fim da segunda, mas até final do dia devo ter ambas equiparadas. Optei pelo Wattpad porque pareceu-me a melhor alternativa para ter os textos de forma cronológica e com imagens, tendo também experimentado tumblr e wordpress, mas se tiverem uma sugestão melhor... avisem-me!

Deixo aqui alguns excertos, para quem quiser ter uma ideia do que o espera antes de começar a ler. Atenção, contém spoilers!

Capitão
Com a saída de Mathieu, sobra apenas um jogador como escolha óbvia para o lugar de capitão: Coates. Para o lugar de vice-capitão, Emanuel Ferro sugeriu Battaglia, mas eu não quero Battaglia. Eu quero um vice-capitão que complemente o capitão. Enquanto Coates dinamiza a equipa pela sua força e carisma, pela sua determinação e espírito vencedor, quero que o vice-capitão seja capaz de os inspirar de outra forma.
Quero um vice-capitão que traga cultura e nível. Quero um vice-capitão que, antes do jogo com o Benfica, suba para um dos bancos no balneário e recite com eloquência “Henrique V” de Shakespeare para o resto do plantel. Quero um vice-capitão que diga para o Wendel, Jesé e Doumbia “Somos um bando de irmãos, pois todos os que hoje derramarem sangue comigo serão meus irmãos”. Há apenas um candidato no plantel com essas características: Francisco Geraldes.

A táctica
A ideia passa por jogar o futebol delicioso de Silas e Amorim, começando a construir a partir de trás. Quero ver o Coates a pegar na bola e usar toda a sua técnica e visão para começar as jogadas. Quero ver os laterais a ir até à linha para cruzar a bola. Quero ver Geraldes e Robertone a funcionar como um duplo pivot criativo no meio-campo (não sei bem o que isso quer dizer, mas soa-me fixe). Quero o Wendel a correr e correr e correr, rematando de longe de vez em quando. Quero os extremos a dar espaço aos laterais, mas também a fazer combinações agradáveis. E finalmente, na frente de ataque, Sporar será o alvo de toda esta criatividade.

Taça da Liga
Infelizmente, fiquei a perceber que o jogo não ia ser tão fácil quanto eu esperava quando o Nacional, aos 20 minutos de jogo, se adiantou no marcador.
Apesar de estarmos a perder, estávamos a dominar o jogo, pelo que foi só uma questão de tempo até Vietto empatar com um dos seus melhores golos desde que está no Sporting. Imediatamente comecei a pensar como podíamos ganhar rapidamente. Enquanto o meu consciente pensava nas alterações a fazer ao intervalo para esmagarmos o Nacional numa torrente de futebol ofensivo, o meu subconsciente começou a gritar “Camacho! O que é que estás a fazer? Camacho!! Não! Camacho!!! Não!!!”.
Rafael Camacho, que já estava amarelado, decidiu colocar a mão na bola numa jogada sem perigo nenhum e viu o segundo amarelo. Terminámos assim a primeira parte a jogar com 10, e os meus planos complicaram-se.

Espero que gostem e estão à vontade para divulgar, dar sugestões, colocar questões, dar feedback, etc etc etc!
submitted by zergrushpt to SportingCP [link] [comments]

Porque cresce o Chega? [Republicação devido ao original ter sido removido pela moderação do r/Portugal]

Preâmbulo
Ao longo das últimas semanas tenho notado que quer eu, quer outros utilizadores que sei não serem apoiantes do Chega, começamos a defender com mais frequência certas acusações feitas contra esse partido ou o seu deputado. Não entendi porquê. Se não sou apoiante porque é que me vejo cada vez mais do lado de lá das trincheiras.
Notei também que o ataque na comunicação social e nas redes sociais contra esse partido é implacável e feroz. Entre as tácticas usadas encontram-se a seguinte:
Apesar disto tudo o Chega incha e sobe. As sondagens apontam para 7% e ainda nem um ano de legislatura ocorreu. Estes 7% são na gíria do marketing os early adopters. Aqueles que dão a massa crítica para que depois os restantes consumidores possam adoptar também esse produto ou tecnologia.
Penso haver dois grandes factores que contribuíram para um grande número de early adopters. A retórica contra o partido e a proliferação das redes sociais:

1. Retórica contra o partido

Se repararem com atenção, discute-se muito pouco o programa do Chega. Esse programa é paupérrimo em ideias concretas e contraproducente em muitas áreas mas poucos o leram e os poucos que tentaram avisar para isso foram abafados no resto de informação que circula sobre o partido.
O programa nunca foi verdadeiramente usado pela oposição. Toda a retórica está assente na acusação de racismo e/ou fascista ao André Ventura, e aos eleitores do Chega.
A chuva de acusações é tanta e de normalmente de forma tão exagerada e ridícula (lembram-se da saudação "nazi" na manifestação?) que a sociedade civil começa a não ligar às acusações. Aqueles que tentaram ver além dos títulos das notícias começaram a ver que afinal tudo não passava de uma caça-às-bruxas
Outros, como eu, apesar de terem lido o programa do partido e não concordarem com ele começaram a revoltarem-se contra a parcialidade da comunicação social e de certos utilizadores em redes sociais e começaram a defender o partido em prol da verdade. Essa defesa provavelmente criou outros que o defendam ou até mesmo verdadeiros apoiantes do partido.
Ou seja é o ataque é tão descarado que tem o efeito contrário de exacerbar o apoio naqueles que estariam susceptíveis a apoiar e não afectar aqueles que nunca votariam no partido de qualquer forma.
Pior, como se passa o dia nestas traquitanas, nunca se ouve o programa ou algo do partido, apenas alegações disto e daquilo e sempre com um foco no carácter do Ventura e não nas ideias que defende. Parecem os conservadores do pré 25 de Abril a dizerem que os comunistas eram maus, não porque tinham um teoria economica ridicula e oprimirem a liberdade das pessoas, mas porque comiam as criancinhas...

2. Redes Sociais

Como já não se precisa do telejornal para obter as noticias e perceber a opinião dos restantes portugueses a vida ficou mas dificil para quem quer controlar a "populaça" Quem vê TV ou ouve a rádio e depois vai ao facebook, reddit ou outra coisa percebe que há dois mundos muito diferentes.
As ideias que estavam escondidas e suprimidas pela progamática ideologica da comunicação social estão agora soltas. A conversa de café que se pensava ser só no "nosso café" e que no resto do país, pela televisão, não existiam, são agora comprovadas pelos comentários de centenas de pessoas que partilham a mesma opinião.
Ou seja, isto só tende a dar mais apoio a ideologias que estão na população e encontraram uma forma de terem a sua representação democrática por já não serem oprimidas.

O papel dos early adopters

Voltando ao tema da adopção, e tratando o Chega como algo um conjunto de ideias que se pode adoptar (por oposição a outros conjuntos de ideias no mercado vendidas por outros partidos) há cinco fases:
  1. Inovadores
  2. Adoptantes iniciais
  3. Maioria inicial
  4. Maioria tardia
  5. Atrasados
De forma muito simplista as etapas de adopção dependem em boa parte das etapas anteriories pois pode inibir ou potenciar o crescimento. Na minha opinião o Chega estará neste momento no ponto 2 mas com um número de adoptantes iniciais muito significativo. A quantidade de adoptantes iniciais tem um papel crucial no desenrolar futuro pois influencia as adopções seguintes. Ser 7% significa que à data a grande maioria de nós terá no seu círculo de amigos (assumindo que temos pelo menos um círculo de 15-20 pessoas) pelo menos um apoiante do Chega, sendo até mais relevante neste fórum já que o eleitor médio do Chega é mais novo do que o dos restantes partidos.
Isto significa que todos nós temos alguém que normaliza as ideias do partido. Essa pessoa vai ser geralmente alguém normal, que não tem a cabeça rapada, que não tem tatuagens e piercings, que trabalha numa PME ou na função pública. Alguém que parece igual a qualquer outra e que está longe de ser uma caricatura de extremistas (os skinheads da direita e os antifa da esquerda). Esta normalização vai retirar os tabu daquilo que o partido é. Perguntas políticas até agora proibidas socialmente passarão a ser normalizadas como os seguintes exemplos:
Esses early adopters que à vista de todos são pessoas normais, vão assim conquistar no seu seio de amigos os seguintes apoiantes.
Fica a questão para quem é contra o Chega. Ainda se vai a tempo de parar com a fantochada, trata-lo como um partido normal e deixar que o programa afaste eleitores, ou já conseguiram, por obra vossa, fazer deste partido a terceira força política do país?
submitted by aquele_inconveniente to portugueses [link] [comments]

Porque cresce o Chega?

Preâmbulo
Ao longo das últimas semanas tenho notado que quer eu, quer outros utilizadores que sei não serem apoiantes do Chega, começamos a defender com mais frequência certas acusações feitas contra esse partido ou o seu deputado. Não entendi porquê. Se não sou apoiante porque é que me vejo cada vez mais do lado de lá das trincheiras.
Notei também que o ataque na comunicação social e nas redes sociais contra esse partido é implacável e feroz. Entre as tácticas usadas encontram-se a seguinte:
Apesar disto tudo o Chega incha e sobe. As sondagens apontam para 7% e ainda nem um ano de legislatura ocorreu. Estes 7% são na gíria do marketing os early adopters. Aqueles que dão a massa crítica para que depois os restantes consumidores possam adoptar também esse produto ou tecnologia.
Penso haver dois grandes factores que contribuíram para um grande número de early adopters. A retórica contra o partido e a proliferação das redes sociais:

1. Retóricacontra o partido

Se repararem com atenção, discute-se muito pouco o programa do Chega. Esse programa é paupérrimo em ideias concretas e contraproducente em muitas áreas mas poucos o leram e os poucos que tentaram avisar para isso foram abafados no resto de informação que circula sobre o partido.
O programa nunca foi verdadeiramente usado pela oposição. Toda a retórica está assente na acusação de racismo e/ou fascista ao André Ventura, e aos eleitores do Chega.
A chuva de acusações é tanta e de normalmente de forma tão exagerada e ridícula (lembram-se da saudação "nazi" na manifestação?) que a sociedade civil começa a não ligar às acusações. Aqueles que tentaram ver além dos títulos das notícias começaram a ver que afinal tudo não passava de uma caça-às-bruxas
Outros, como eu, apesar de terem lido o programa do partido e não concordarem com ele começaram a revoltarem-se contra a parcialidade da comunicação social e de certos utilizadores em redes sociais e começaram a defender o partido em prol da verdade. Essa defesa provavelmente criou outros que o defendam ou até mesmo verdadeiros apoiantes do partido.
Ou seja é o ataque é tão descarado que tem o efeito contrário de exacerbar o apoio naqueles que estariam susceptíveis a apoiar e não afectar aqueles que nunca votariam no partido de qualquer forma.
Pior, como se passa o dia nestas traquitanas, nunca se ouve o programa ou algo do partido, apenas alegações disto e daquilo e sempre com um foco no carácter do Ventura e não nas ideias que defende. Parecem os conservadores do pré 25 de Abril a dizerem que os comunistas eram maus, não porque tinham um teoria economica ridicula e oprimirem a liberdade das pessoas, mas porque comiam as criancinhas...

2. Redes Sociais

Como já não se precisa do telejornal para obter as noticias e perceber a opinião dos restantes portugueses a vida ficou mas dificil para quem quer controlar a "populaça" Quem vê TV ou ouve a rádio e depois vai ao facebook, reddit ou outra coisa percebe que há dois mundos muito diferentes.
As ideias que estavam escondidas e suprimidas pela progamática ideologica da comunicação social estão agora soltas. A conversa de café que se pensava ser só no "nosso café" e que no resto do país, pela televisão, não existiam, são agora comprovadas pelos comentários de centenas de pessoas que partilham a mesma opinião.
Ou seja, isto só tende a dar mais apoio a ideologias que estão na população e encontraram uma forma de terem a sua representação democrática por já não serem oprimidas.

O papel dos early adopters

Voltando ao tema da adopção, e tratando o Chega como algo um conjunto de ideias que se pode adoptar (por oposição a outros conjuntos de ideias no mercado vendidas por outros partidos) há cinco fases:
  1. Inovadores
  2. Adoptantes iniciais
  3. Maioria inicial
  4. Maioria tardia
  5. Atrasados
De forma muito simplista as etapas de adopção dependem em boa parte das etapas anteriories pois pode inibir ou potenciar o crescimento. Na minha opinião o Chega estará neste momento no ponto 2 mas com um número de adoptantes iniciais muito significativo. A quantidade de adoptantes iniciais tem um papel crucial no desenrolar futuro pois influencia as adopções seguintes. Ser 7% significa que à data a grande maioria de nós terá no seu círculo de amigos (assumindo que temos pelo menos um círculo de 15-20 pessoas) pelo menos um apoiante do Chega, sendo até mais relevante neste fórum já que o eleitor médio do Chega é mais novo do que o dos restantes partidos.
Isto significa que todos nós temos alguém que normaliza as ideias do partido. Essa pessoa vai ser geralmente alguém normal, que não tem a cabeça rapada, que não tem tatuagens e piercings, que trabalha numa PME ou na função pública. Alguém que parece igual a qualquer outra e que está longe de ser uma caricatura de extremistas (os skinheads da direita e os antifa da esquerda). Esta normalização vai retirar os tabu daquilo que o partido é. Perguntas políticas até agora proibidas socialmente passarão a ser normalizadas como os seguintes exemplos:
Esses early adopters que à vista de todos são pessoas normais, vão assim conquistar no seu seio de amigos os seguintes apoiantes.
Fica a questão para quem é contra o Chega. Ainda se vai a tempo de parar com a fantochada, trata-lo como um partido normal e deixar que o programa afaste eleitores, ou já conseguiram, por obra vossa, fazer deste partido a terceira força política do país?
submitted by aquele_inconveniente to portugal [link] [comments]

Alguem sabe o que esse problema de DNS quer dizer? [Relacionado a DCs frequentes em um jogo]

Então, semana passada postei um tópico onde eu falava do meu problema, onde o jogo Path of Exile me desconectava do nada, sem lag, eu apenas era bootado do jogo.
O técnico da NET simplesmente não vem. Já foram 5 visitas onde tomamos bolo, e quando ligamos lá, só agendam novamente e o técnico não aparece de novo.
Fui pesquisando mais no fórum de tech support do PoE e nesse sub aqui e achei um post com links para páginas ocultas do modem da NET. Fuçei um pouco e achei os System Logs. Então eu testei o que aparecia quando eu tomava DC e tem umas mensagens de DNS que sempre aparecem. Eu testei várias vezes e as mensagens de DNS só aparecem quando eu tomo DC no Path of Exile. Por exemplo, testei hoje de manhã, deixei o jogo aberto desde 9 da manhã e às 11:53 tomei o primeiro DC do dia. Essa mensagem de DNS não se apresentou em qualquer momento entre as 9 até o momento do DC, então a chance é grande de ser relacionado ao problema.
Aqui estão as mensagens: https://i.imgur.com/pvPC1EI.png
O problema é que eu não sei o que isso quer dizer ou como resolver esse problema. Eu poderia perguntar ao técnico, mas o cara não vem... Então, tem algo que eu possa fazer no meu fim pra sanar esse problema aí? Infelizmente mesmo trocando pra openDNS ou pro DNS da cloudflare não resolvem o problema de desconexão, testei um tempo atrás. Pode ser alguma falha no modem?
Desde já agradeço
submitted by DumbUnemployedLoser to InternetBrasil [link] [comments]

A descoberta pessoal

Olá meninas desse fórum maravilhoso sobre trans, alguns dias atras eu tinha me afirmado como homem mesmo, porém ontem após uma crise forte de ansiedade, conversei com minha psicologa, e chegamos a um ponto...
Primeiro, eu Me sinto desconfortavel sendo homem, primeiro por conta dos pelos, segundo por causa das sensações físicas de ser um homem, que essas sensações causam minha ansiedade.
Claro que existe sim uma possibilidade de eu não ser trans... Mas na conclusão que eu tirei de ontem na conversa foi que eu queria experimentar ser do outro lado e ver se eu gosto, não curto saia mas se eu fosse menina eu utilizaria roupas meio "muleka"(kkkkk) e acredito que manteria a atração por mulheres portanto eu seria uma Trans Lésbica.
Só que não posso assumir essa identidade por varios motivos, entre eles: Moro com meus pais e minha mãe disse que custaria aceitar, tenho medo de ser perseguido por outras pessoas, Tenho uma relação especial com Deus e eu tenho medo de isso ser um pecado, e tenho medo de não ser aceito no mercado de trabalho, a média de vida que eu vi me assusta...
Tudo que li e vi me faz ficar numa espécie de Surdina, eu cheguei a uma conclusão que quero assumir isso após eu ter todas as condições pra isso( uma casa, posso fazer o que gosto e amo e etc...).
Só que eu também tenho medo de entrar em relacionamento enquanto estou assumindo essa figura masculina, mudar e minha parceira não gostar...
Conclusão que tiro desse papo: Vida complicada ein?
Porém quero saber quantos se identificam com esse relato, e os que ja passaram por isso, como conseguiram vencer? Bjs, vcs são guerreirxs!
submitted by Rafael_Cabral_Bastos to transbr [link] [comments]

#TeamViana: Uma aventura no Football Manager

Olá!

Criei um tópico há alguns dias no ForumSCP relatando a minha aventura no Football Manager, em que comecei no Sporting e dei o controlo total das transferências ao Hugo Viana.

Os leitores do fórum têm gostado e um deles sugeriu divulgar no Reddit porque poderiam também gostar de ler.

O tópico original pode ser visto em https://www.forumscp.com/t/zergrush-no-fm20-em-hugo-viana-n%C3%B3s-confiamos/

Para quem não for adepto do Sporting (ou, por algum motivo, não quiser frequentar o ForumSCP), comecei também a transpor os textos para o Wattpad. Podem ler essa versão neste link: https://www.wattpad.com/story/237544350-teamviana

Neste momento, a versão do Wattpad vai no final da primeira temporada e a do fórum está a aproximar-se do fim da segunda, mas até final do dia devo ter ambas equiparadas. Optei pelo Wattpad porque pareceu-me a melhor alternativa para ter os textos de forma cronológica e com imagens, tendo também experimentado tumblr e wordpress, mas se tiverem uma sugestão melhor... avisem-me!

Deixo aqui alguns excertos, para quem quiser ter uma ideia do que o espera antes de começar a ler. Atenção, contém spoilers!

Capitão
>! Com a saída de Mathieu, sobra apenas um jogador como escolha óbvia para o lugar de capitão: Coates. Para o lugar de vice-capitão, Emanuel Ferro sugeriu Battaglia, mas eu não quero Battaglia. Eu quero um vice-capitão que complemente o capitão. Enquanto Coates dinamiza a equipa pela sua força e carisma, pela sua determinação e espírito vencedor, quero que o vice-capitão seja capaz de os inspirar de outra forma.!<
>! Quero um vice-capitão que traga cultura e nível. Quero um vice-capitão que, antes do jogo com o Benfica, suba para um dos bancos no balneário e recite com eloquência “Henrique V” de Shakespeare para o resto do plantel. Quero um vice-capitão que diga para o Wendel, Jesé e Doumbia “Somos um bando de irmãos, pois todos os que hoje derramarem sangue comigo serão meus irmãos”. Há apenas um candidato no plantel com essas características: Francisco Geraldes. !<


A táctica
>! A ideia passa por jogar o futebol delicioso de Silas e Amorim, começando a construir a partir de trás. Quero ver o Coates a pegar na bola e usar toda a sua técnica e visão para começar as jogadas. Quero ver os laterais a ir até à linha para cruzar a bola. Quero ver Geraldes e Robertone a funcionar como um duplo pivot criativo no meio-campo (não sei bem o que isso quer dizer, mas soa-me fixe). Quero o Wendel a correr e correr e correr, rematando de longe de vez em quando. Quero os extremos a dar espaço aos laterais, mas também a fazer combinações agradáveis. E finalmente, na frente de ataque, Sporar será o alvo de toda esta criatividade. !<


Taça da Liga
>! Infelizmente, fiquei a perceber que o jogo não ia ser tão fácil quanto eu esperava quando o Nacional, aos 20 minutos de jogo, se adiantou no marcador.!<
>! Apesar de estarmos a perder, estávamos a dominar o jogo, pelo que foi só uma questão de tempo até Vietto empatar com um dos seus melhores golos desde que está no Sporting. Imediatamente comecei a pensar como podíamos ganhar rapidamente. Enquanto o meu consciente pensava nas alterações a fazer ao intervalo para esmagarmos o Nacional numa torrente de futebol ofensivo, o meu subconsciente começou a gritar “Camacho! O que é que estás a fazer? Camacho!! Não! Camacho!!! Não!!!”.!<
>! Rafael Camacho, que já estava amarelado, decidiu colocar a mão na bola numa jogada sem perigo nenhum e viu o segundo amarelo. Terminámos assim a primeira parte a jogar com 10, e os meus planos complicaram-se. !<

Espero que gostem e estão à vontade para divulgar, dar sugestões, colocar questões, dar feedback, etc etc etc!
submitted by zergrushpt to PrimeiraLiga [link] [comments]

Portugal: Pedro e o Lobo?

Portugal: Pedro e o Lobo?

https://preview.redd.it/1hlb2counv751.png?width=700&format=png&auto=webp&s=53fbce1ff83cbeb08c5b7ff5004f5d01844a7825
Preâmbulo (Resumo por ser TL;DR)
  • Gritar lobo muitas vezes sem haver lobo é contraproducente
  • Nos últimos dias verificamos uma clara motivação de deturpar imagens para impor uma narrativa de lobo
  • Quando avaliado em detalhe a situação onde se gritou Lobo teve um civismo muito superior às manifestações organizadas por quem grita Lobo
Parte 1 - O Pedro e o Lobo
Este é um tema que já mencionei anteriormente e ao qual irei dedicar algo mais aprofundado no futuro.
O conceito é que há lobos no mundo. Quando se vê um lobo é importante gritar para que as pessoas acudam ou fujam. Se gritar "Lobo!"Gritar "Lobo!" quando este não está lá tem problemas no curto e no longo prazo. No curto prazo causa histeria, medo e caos sem necessidade, no longo prazo fica normalizado e já ninguém acredita que o lobo apareceu; no final são comidos por ele.Além disso
Por esse motivo é que é considerado crime em muitos países gritar "Tubarão!" quando este não está lá, ou gritar "Bomba!" em certos espaços públicas
No caso português tenho andado a ficar preocupado. E extrema-direita tem sido sempre pequena mas organizada. Os seus membros são dedicados à sua ideologia e uma boa parte já cumpriu pena, mostrando que é capaz de assassinar e torturar em prol daquilo que eles acreditam.
Além disso, este grupo não tem vergonha da sua forma de pensar. Fazem panfletos eleitorais a dizer " "A coisa está preta, torna-a clara!" (basta ir à página do PNR para encontrar isso) e quando entrevistadas não se acanham de mostrar as armas, suásticas, bandeiras nazis e tudo o mais que exponha a sua pérfida forma de pensar.
No entanto havia um trunfo que todos tínhamos e que tinha permitido manter este grupo como algo ridicularizado, controlado e sem expressão na sociedade. Esse trunfo era sabermos quem eles eram.
Ao reservar a palavra fascista e nazi apenas a esse grupo, era fácil para a sociedade identificá-los. Sempre que alguém gritava lobo, ou neste caso, nazi, qualquer cidadão curioso que pesquisasse o nome do visado encontrava crimes de ódio, bandeiras nazis no seu quarto etc.
Mas isto está a acabar. Estamos a gritar lobo a tudo o que mexe e as consequências são previsíveis: Numa primeira fase há histeria e todos fogem ou atacam a quem se chamou de lobo. Numa segunda fase as pessoas começam a aperceber-se que afinal os lobos nunca tinham dentes e deixam de ligar a esse grito.
Acredito que estamos neste momento a passar da primeira para a segunda fase e se não pararmos com esta atitude, vamos acabar como na história do Pedro e do Lobo.
Um exemplo disto foi o que aconteceu neste fórum neste fim-de-semana.

Parte 2 - Deturpação da realidade através de imagens ("Normalizar gritar lobo")
Assisti nos últimos dias a reacções exaltadas devido à prova irrefutável de que um certo político era nacional-socialista. A prova em questão era uma fotografia com uma saudação ao estilo desse regime.
Achei estranho, não só por ser incongruente com o que esse político diz e faz, mas por ser um potencial suicídio político. Tentei encontrar o vídeo do acontecimento e reparei que tudo não passava do gesticular que as pessoas fazem quando gritam cânticos.
A foto em baixo foi tirada da manifestação de 2012 contra as políticas de austeridade. Nela podemos ver estivadores, membros da CGTP e outras pessoas a erguer os braços à medida que entoam as suas frases da manifestação. Uns esticam todos os dedos, outros deixam só um dedo esticado e há quem feche o punho sendo que muitos dos manifestantes alternam entre os três. Removi as caras das pessoas pelo direito das mesmas à privacidade. O vídeo completo pode ser encontrado aqui:

https://preview.redd.it/p4q1wp39gv751.png?width=441&format=png&auto=webp&s=641a305435b402d0fd9abbbc80ba0b213ce01cd2
Saindo de manifestações e entrando noutros temas onde o entoar de cânticos é comum (como as praxes estudantis) também é fácil isolar imagens que aparentam fazer uma saudação fascista
Praxe do ISCAP
Esta ideia de isolar imagens caricatas de políticos não é incomum, mas é geralmente feito para ridicularizar e não usada para espalhar desinformação o carácter do alvo. No caso de outros países penso que muitos de vós se lembrarão destas:
https://preview.redd.it/bz6b4mfpiv751.png?width=794&format=png&auto=webp&s=9e33b68636d92648a7e7f7987ac5010fd3015619
Parte 3 - Quando aqueles a quem se grita "Lobo" se comportam com civismo
No caso do que aconteceu neste fim-de-semana sugiro que vejam os seguintes vídeos
https://www.youtube.com/watch?v=TnZdKuHjy64
https://www.youtube.com/watch?v=rqmLdaADZYs
Durante a manifestação vê-se um conjunto de pessoas vestida de forma normal e casual, sem barretes ou tentativas de ocultarem quem são, sem mochilas com artigos para causar violência e destruição de propriedade. Vê-se pessoas de várias cores em conjunto e a baterem palmas. Vê-se um indivíduo sozinho com uma equipa de filmagem só para ele com um bandeira de orgulho gay a ser ignorado pelos manifestantes, não só sem violência física como verbal.Vê-se também os manifestantes a usarem cordas para limitarem a manifestação e não a deixarem ocupar os passeios para que outras pessoas possam passar com distanciamento social.
A única coisa que não se viu foi violência e incitamento ao ódio, como ocorreu na manifestação anterior.
Por estas e por outras começo a achar que estamos cada vez mais na história do Pedro e do Lobo e sempre que confronto alguém com isto a resposta é sempre que o lobo está disfarçado de ovelha.
A mim parece-me, que se é necessário criar uma teoria da conspiração que ignora o que certas pessoas dizem e fazem e apenas assenta numa hipotética ideia dos seus motivos, então as acusações não estão bem fundamentadas.
Sei a que fórum me dirijo e sei que quem comentar não vai querer saber que eu tenha ideias bem diferentes do partido da última manifestação. Sei que posso ser silenciado, insultado e tudo o mais. Mas também sei que se não houver ninguém a tentar trazer bom senso e calma a democracia que hoje temos rapidamente cairá.

NOTA: Peço a quem responder que seja civilizado, quer comigo quer com outros utilizadores. Esta publicação não tem bandeira política mas apenas uma preocupação séria com o futuro da nossa democracia
EDIT: Queria-me referir à fábula "O menino que gritou lobo" de Esopo e não a "Pedro e o Lobo" de Prokofiev , peço desculpa pelo erro
submitted by aquele_inconveniente to portugal [link] [comments]

Não... 62% dos portugueses não são racistas...

Não... 62% dos portugueses não são racistas...
Foram várias as publicações neste fórum sobre os supostos estudos sobre o racismo e que Portugal afinal era um antro de pessoas patologicamente racistas, a maioria até sem saber que o era...
No centro dessas publicações esteve uma notícia muito disseminada pela comunicação social portuguesa. Um estudo em que se dizia que 62% da população portuguesa teria pelo menos uma atitude racista.
https://www.publico.pt/2020/06/27/sociedade/noticia/european-social-survey-62-portugueses-manifesta-racismo-1921713
O pública, e as suas notícias sobre o suposto racismo dos portugueses não é de agora, já há vários anos que vem fazendo do mesmo:
https://www.publico.pt/2017/09/02/sociedade/entrevista/portugal-e-dos-paises-da-europa-que-mais-manifesta-racismo-1783934
Achei estranho. A minha percepção de dia-a-dia ia contra todas estas notícias e decidi entender melhor o que se passava em Portugal. Porque razão estes estes estudos diziam que o país onde casamentos mistos sempre foram aceites e onde quase todas as famílias têm alguém que está ou esteve a viver num país africano era o mais racista da Europa?
Parte 1 - A falsa pergunta sobre racismo
As notícias incidem apenas num subgrupo de três questões:
  1. Há grupos étnicos ou raciais por natureza mais inteligentes?
  2. Há grupos étnicos ou raciais por natureza mais trabalhadores?”
  3. Há culturas, por natureza, mais civilizadas que outras?”
O número tão falado é obtido ao verificar quantas pessoas responderam "sim" a pelo menos uma das três perguntas.
A terceira pergunta é ridícula e nada tem que ver com racismo, no máximo teria a ver com xenofobia. Ainda assim, só alguém que tenha sucumbido ao politicamente correcto responderia "não" a essa pergunta. É óbvio que há culturas mais civilizadas que outras.
Aliás, isso é tão óbvio que é implicitamente assumido pelos grupos que lutam contra opressão a minorias pois essencialmente querem tornar mais civilizada a cultura portuguesa. Podendo uma cultura tornar-se mais civilizada com o tempo, a única forma de nenhuma cultura ser mais civilizada que outra era se todas evoluíssem ao mesmo tempo nas mesmas coisas.
Mais ainda, ninguém pode de boa fé argumentar que culturas que fazem mutilação genital feminina ou que aceitam a existência de escravatura (ainda as existem em áfrica) que sejam culturas igualmente civilizadas à cultura europeia ou portuguesa.
Apenas 1/3 dos portugueses respondeu que sim à primeira questão. Estes sim podemos dizer assumem uma forma de pensar racista. Relembro a definição de racismo:
  1. Teoria que defende a superioridade de um grupo sobre outros, baseada num conceito de raça, preconizando, particularmente, a separação destes dentro de um país ou região (segregação racial) ou mesmo visando o extermínio de uma minoria.
  2. Atitude ou comportamento sistematicamente hostil, discriminatório ou opressivo em relação a uma pessoa ou a um grupo de pessoas com base na sua origem étnica ou racial, em particular quando pertencem a uma minoria ou a uma comunidade marginalizada.
"racismo", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa [em linha], 2008-2020, https://dicionario.priberam.org/racismo [consultado em 09-07-2020].
Parte 2 - O combate ao racismo
É importante sublinhar que respodner que sim à primeira e à segunda questão é efectivamente assumir uma ideologia racista. Esse no entanto não é o problema para a sociedade, o problema é se essa forma de pensar se materializa.
Ou seja, 1/3 dos portugueses acha que há raças ou etnias mais inteligentes que outras. Mas pergunto, que raças? Estão a dizer que acham os chineses super inteligentes como é o seu esterótipo? Ou acham que os negros são mais burros que os brancos? Ou ambas? Porque pensam isso?
Mais importante ainda, materializam esse pensamento? Maltratam alguém por acharem que é menos inteligente ou mais preguiçoso?
Acho que é importante salientar dois pontos relevantes que devem conduzir a forma de reduzir o racismo
  • Porque motivo acham as pessoas que há raças superiores?
  • Qual é a alteração do comportamento dos que acreditam na superioridade de raças?
Em relação ao primeiro ponto o problema penso estar no cérebro humano. O nosso cérebro é uma maquina de "machine learning" natural, um supercomputador que identifica padrões de forma subconsciente. Se as experiências que as pessoas têm com pessoas de outras etnias sistematicamente demonstram capacidades cognitivas inferiores, a pessoa, ainda que subconsciente, vai começar a criar essa percepção. Num país como o nosso isso é bem fácil de acontecer. A maioria dos negros tem chegado a Portugal com uma escolaridade precária, mal sabendo falar ou escrever, sem nunca ter treinado conceitos de matemática. Se alguém tiver uma conversa com o grosso dessa população migrante e que nunca teve acesso a ensino que os levasse ao seu potencial cognitivo é natural que depois no dia-a-dia se notem diferenças na forma de estar e de pensar. O português médio provavelmente não irá indagar sobre tudo isto e apenas vê a diferença e fica por aí achando que é assim por ser assim. Se isto for verdade (o facto da percepção de superioridade vier destas experiências pessoais) a maioria das medidas que se costumam apresentar, como quotas na universidade, só pioraria a situação pois aumentava a exposição a pessoas que não tinham conseguido cumprir os requisitos intelectuais (notas do exame) para estarem presentes naquela universidade. A solução passará por garantir que as más condições familiares de imigrantes não afecta o abandono ou sucesso escolar, que os professores tenham autoridade para ensinar os filhos dessas pessoas e que o rigor académico lhes é incutido como já é no resto da população nativa.
Em relação ao segundo ponto, e mais preocupante, é preciso ver se em Portugal alguém tem menos hipoteses ao concorrer a um emprego e outras coisas que tais para ver se de facto há uma materialização disso, ausência de dados não me posso pronunciar nessa parte.

Cartão mostrado aos inquiridos
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desabafo sobre meu emprego

Antes do desabafo, um pouco do contexto. Tenho 23 anos e todos os trabalhos que tive até hoje sempre foram uma questão complicada pra mim. No primeiro, com 16 anos, que foi numa casa de materiais de construção, pedi pra sair na segunda semana, pois na época não entendia nada de relações de trabalho, relações com "colegas" que na verdade só se importam com eles mesmo, tudo muito egoísta, cínico ou adulto (por assim dizer). Naquela época já sabia que não era o meu lugar, mas saí de cabeça baixa com o sentimento de que não era bom para estar lá, mesmo não querendo estar. Isso meio que criou um trauma, um registro em mim de que não servia para o mercado de trabalho. Depois, comecei a trabalhar como CIEE (ganhando bem menos, mas com menos pressão) no Fórum do meu município, e também aí me sentia um peixe fora d'água. Fiquei 3 meses. Me lembro que nesse período meus colegas de escola que não trabalhavam ainda me viam com certa admiração, mas eu mesmo não gostava daquilo e ficava extremamente triste de ia pro trabalho, de voltar, daquela rotina. Me sentia fracassado de não pertencer aquele ambiente. No dia a dia rolava certa descontração e algumas risadas com os colegas, que me deixavam ainda mais triste como se eu tivesse me "vendendo" para um lugar que não me pertencia, que estava roubando meu tempo em troca de dinheiro. Eu pensava: "não gosto de trabalhar, como será a minha vida então? Não poderei ser sustentado pra sempre, mas serei infeliz então?"
Algum tempo depois ingressei novamente como CIEE na Defensoria Pública, onde fiquei por dois anos justos, que é o tempo do estágio. Também odiava estar lá. Aquelas pessoas eram estranhas, pois tinham um grupo de whatsapp onde enviavam muita putaria, vídeos de sexo e fotos, sem nenhum pudor quanto a mensagem racista, homofóbica ou sexista contida nos memes. Ru notava essas coisas e não enviava ou respondia nada por lá. Não é que eu queira ser super sério, mas não consigo brincar com coisas que me ofendem ou ofendem outras pessoas. Nesse emprego, todos que saíam ganhavam uma festa de despedida, e eu não ganhei. Ali foi explícito que não era parte daquele lugar.
Logo ingressei na Universidade, no curso de Hotelaria, e fiquei sem trabalhar por um bom tempo, mas em compensação me envolvi em tudo o que o curso me proporcionou. Ano passado fiz um intercâmbio no México, e penso em seguir carreira acadêmica, pois pasmem, não me sinto seguro de trabalhar na minha área. Agora faltam 2 semestres para formar.
Quando voltei do intercâmbio em janeiro deste ano, precisando de $, coloquei na cabeça que precisava trabalhar. Pq? Pq estava com muita autoestima e energia acumulada. Me pareceu uma boa ideia...
AGORA SIM O DESABAFO:
Durante todo janeiro larguei currículo por toda a cidade e município vizinho, mas nenhuma resposta. Até que no fim do mês uma patroa da minha mãe, sabendo da situação, me chamou para uma experiência. Na minha cabeça, uma oportunidade "dada" desse jeito não poderia ser recusada.
Na primeira conversa, deixei bem claro que meu objetivo era ficar seis meses, pois queria estar com tempo livre para o TCC, e assim não assinei carteira de trabalho. Minha chefe esteve de acordo. Assim, voltei a trabalhar.
Trabalho em uma financeira, que oferece empréstimos, financiamento e essas coisas. A princípio, foi bem difícil de entender a dinâmica do trabalho. Minha função nos dois primeiros meses foi de entregar panfletos, folders e etc para os clientes. Passava o dia andando de bicicleta pra lá e pra cá. Foi duro! Como eu estava em férias, pensava: TUDO BEM, VAI SER POR POUCO TEMPO.
Sempre soube que não era meu lugar ali, mas entrei basicamente pelo dinheiro, pensando em sair logo de lá. Esse foi meu objetivo inicial.
Passou fevereiro, março e veio a pandemia para fuder com a minha vida!!! Comecei então a trabalhar no escritório, pois não podia mais estar na rua. Minhas aulas foram suspensas e não tive outra escolha a não ser procrastinar a assinatura da carteira, com esperança das aulas voltarem e não precisar mais trabalhar lá.
O trabalho no escritório, trabalhando com sistema 8 horas por dia, atendendo público, ouvindo desaforo, pressão de metas e relacionamento tóxico dentro da sala pequena era tudo o que eu não queria.
Então chamei a psicóloga da faculdade para me ajudar. Começamos a conversar muito sobre o trabalho e descobri coisas sobre mim incríveis. De qualquer modo foi a PRIMEIRA VEZ que superei meu medo do mercado de trabalho, apesar da minha saúde mental estar fudida.
Nos últimos quatro meses tenho passado por coisas inéditas na minha vida, conquistado algumas coisas meteriais, mas estou com medo. Agora minha Universidade anunciou a volta às aulas e faz um mês que assinei a carteira.
Estou completamente dividido entre pedir demissão e seguir com o curso, mesmo nessa época de instabilidade. Quero muito isso, já juntei uma grana que me asseguraria por uns três meses, mas tô com medo de pedir demissão. Tenho medo de não conseguir outro emprego, mas queria me dedicar exclusivamente às aulas.
Ou seguir trabalhando e estudando, correndo o risco de não dar conta de algo que queria muito me dedicar que é o curso que eu amo. Tenho medo de não conseguir outro emprego depois de graduado.
Que insegurança. Tenho acordado e dormido pensando nisso e minha psicóloga não está podendo me atender. Tá complicado decidir.
O que vcs fariam?
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Qual foi a maior ave rara que já conheceram nas vossas vidas?

Ora boa tarde, gente linda! Uma vez que vossas excelências pareceram apreciar a minha outra crónica da vida e que vos consegui inspirar a escrever as vossas (e tornar este sub um pouco menos limpo...) decidi regressar com mais uma. Podem descansar, esta não será tão hostil para com os vossos estômagos.
Da última vez, falei sobre pessoas com bom coração mas também com um sentido de higiene tão atroz que fazem com que o Cascão pareça o mais leal discípulo da Dona Pureza. Mas hoje vou falar sobre experiências com pessoas "curiosas". Pessoas que são, digamos, um bocado para o "esquisitas". Pessoas que não dão uma para a caixa. Pessoas que praticamente podiam ter a sua própria faixa de riso a segui-las no seu dia-a-dia.
Na minha vida já vi e conheci muitas assim. Entre os maiores êxitos estão um velho que não sabia atar os seus sapatos demasiado largos e começou a berrar Ó MARIA! Ó MARIAZINHA! no meio da Primark onde eu estava e um gorducho (mais oleoso do que a comida que tinha no tabuleiro) sentado na mesa cinzenta de um fórum, que exigia que a sua família se despachasse a comer porque já eram duas da tarde. Depois, e talvez para garantir que a sua legião de filhos e a sua mulher com cabelos que pareciam ter saído dos anos 60 percebiam bem a gravidade da situação, o mesmo gorducho pôs-se a repetir essa hora tão grave várias vezes enquanto batia com o fura-bolos no pulso direito.
Claro que já tinha visto outras pessoas a fazerem o mesmo nos seus relógios, mas a diferença alarmante neste caso era que aquele espécime não tinha nenhum relógio no pulso que agredia. Se calhar tinha-o perdido e estava a atravessar a fase de negação do seu luto. Ou se calhar já o tinha comido e agora arrependia-se de tal ação. Mas se realmente foi isso que aconteceu, não o posso culpar. Afinal, acho que todos sabemos bem como funcionam os almoços em fóruns. Custa um pouco esperar por uma mesa quando já se tem a barriga a refilar e um tabuleiro recheado nas mãos.
Também tive alguns colegas na escola que podem encaixar nesta lista. Mas não posso falar muito de um deles, pois acontece que as suas aventuras enquadram-se mais nos meus desabafos sobre malta porca e eu já prometi que desta vez não ia enjoar ninguém. Tudo o que direi sobre esse moço é que ele se parecia imenso com o Shaggy se este último tivesse um metabolismo mais sossegado e sofresse mais as consequências da sua alimentação. Até a barba era parecida. E que ele ficou famoso na escola após ter aproveitado a sua constipação para se tornar num autêntico chef, cuja obra-prima foi uma sopa de escarro e ranho no lavatório da sala onde tínhamos as aulas de trabalhos manuais.
Tive também algumas experiências interessantes a partir do décimo ano, onde me inscrevi num curso profissional. Em teoria, nós éramos engenheiros promissores. Mas na prática éramos apenas trolhas que eram pagos em avaliações. Se contasse tudo o que vi acontecer nesta escola isto iria tornar-se muito comprido, por isso apenas irei mencionar a ocasião em que um dos meus colegas ia caindo de cabeça para dentro de um balde de tinta, a vez em que um outro (que era basicamente uma versão lusitana de um good ol' boy) ligou para as "meninas" dos classificados a meio de uma das aulas na obra, e as várias vezes em que a nossa sala teve que ser evacuada porque o alarme de incêndio disparava toda a santa vez que os tipos do curso de cozinha tinham aulas práticas.
E por falar em fogo, já ouvi dizer que a casa velha e abandonada onde a nossa turma trabalhou ardeu depois da turma do curso de eletricistas ter ido para lá tratar dos cabos.
Mas nenhuma destas prendas se compara aos grandes vencedores deste álbum de magníficos artistas.
Um conhecido da minha avó que esteve com ela por uns tempos. É bom homem, mas vomita tantas pérolas que é praticamente um dispensador da PEZ com bigode. Mas acreditem quando digo que só se estragou uma casa, porque a minha avó não é exatamente melhor. Uma vez fui ao Aki com ela e os meus pais para comprar papel de parede, mas aconteceu uma grande calamidade que nos fez abandonar a loja sem o cobiçado objeto e em busca de um outro tipo de papel mais vulgar.
Acontecia que o almoço nesse dia tinha sido massa de marisco, e deixem-me admitir, nunca pensei que hidratos de carbono e vida marinha me pudessem ensinar tanto. Mas nessa tarde aprendi uma grande lição: não se deve dar esta comida a pessoas que não conseguem domar as vontades primitivas dos seus intestinos.
Não demorou muito até as nossas narinas serem assoladas por um horrível e apodrecido aroma. Era como cheirar o hálito de uma fossa séptica depois desta acordar de uma noite louca. Aliás, à primeira até foram as fossas do estabelecimento que levaram com as culpas ("Devem de estar a arranjá-las..."). Mas depois reparámos que o cheiro nos estava a seguir e não assombrava mais nenhum corredor. O meu pai acusou então a minha avó de ser a bruxa que envocava e liderava aquela funesta procissão de cadáveres invisíveis e ela confessou, em voz alta.
Nem deve ser preciso dizer que ainda hoje evito ir ao Aki.
E numa outra ocasião (porque apesar daquele acontecimento desconcertante por entre os produtos de bricolagem, somos masoquistas e ignorámos os avisos cósmicos que nos alertavam para não andar com aqueles fantoches em público) fomos com eles para um simpático Jumbo, onde o dito companheiro da minha avó afirmou que ia já tratar das coisas mais importantes e que não podiam faltar lá em casa.
E então, aquele homem-matraquilho, que não pode ter mais de um metro e meio, saíu disparado pelo solo do mercado como um touro enraivecido e sem misericórdia. O seu Santo Graal empacotado estava já muito perto e ele não iria deixar ninguém meter-se no seu caminho. No meio da sua correria desenfreada lembrou-nos que ainda tinha também que ir buscar umas baláchas e espágéti ("bolachas" e "esparguete" para os que não são fluentes em matraquilhês). Nesse momento desejei ardentemente que ele tivesse ido connosco ao Aki, porque se tivesse sido assim, já sabia que devia fazer tudo menos entupir a velhota com mais massa.
Por vezes chego a pensar que irritei sem querer algum feiticeiro e agora tenho que suportar esta maldição de levar com tantas bizarras jornadas e encontros.
E é isto, meus caros amigos e amigas. E vocês? Já conheceram pessoal mais do que um pouco excêntricos ou curiosos?
submitted by RathalosSlayer97 to portugal [link] [comments]

Olhar para o passado de Portugal: Um apelo à moderação

Preâmbulo
Nestes últimos dias assisti a uma discussão acesa, quer na sociedade em geral, quer neste fórum, sobre a forma como honramos o nosso passado. Como a maioria das discussões políticas actuais, os oponentes entrincheiram-se em lados opostos e ripostam aos ataques do outro lado com aproximações aos extremos. Um defensor da revisão de monumentos e símbolos históricos sem se aperceber (provavelmente movido pelo parte reptiliana do seu cérebro) termina a defender a abolição de todas as estátuas erguidas. Uma pessoa no outro lado discussão faz um percurso semelhante no sentido oposto, chegando mesmo a defender não o monumento mas toda a vida de uma personagem de moralidade dúbia.
Acho que este debate, como todos os outros, era bem mais útil se fosse mais contextualizado e amigável. Para isso decidi dar o meu contributo ao argumentar para uma forma mais moderada de analisar a forma como vemos a nossa história. Adicionalmente, um comentário que fiz sobre este tema numa publicação deste fórum recebeu muito apreço e vários utilizadores sugeriram reescrevê-lo como uma publicação em si. Decidi ajustá-lo nesta publicação (acrescentando e melhorando alguns pontos) mas deixo a hiperligação ao comentário original a quem o quiser ler.
https://www.reddit.com/portugal/comments/h7bogo/enquanto_isso_no_brasil/fukwh6w?utm_source=share&utm_medium=web2x

Mini-ensaio

A meu ver as discussões polémicas sobre o julgamento e a memória da História de Portugal falham muitas vezes por dois principais motivos: 1) Anacronismo de valores e mentalidades e 2) Incompreensão do papel da narrativa histórica de um povo. Existiram outras falhas, mas penso que estas são especialmente relevantes.
1. Anacronismo de valores e mentalidades
Todos os povos na História e Pré-História viveram em conflito uns com os outros. A natureza Humana tem sido de conquista e de salvaguarda de recursos económicos para si em contraposição a outro grupo, desde zonas de caça há 50.000 anos a zonas de extracção de petróleo nos dias de hoje.
No entanto, ao longo do percurso que a Humanidade fez até hoje houve um aumento gradual da dignidade Humana e do respeito pelo outro. Simultaneamente houve também povos a coexistir com diferentes atitudes e valores. Isto faz com que não se possa fazer juízos de valor anacrónicos a nenhum povo dado que cada sociedade tem valores diferentes e normalizados no seu tempo, assim como diferentes perspectivas sobre os mesmos tópicos.
Evoluir em dignidade é muitas vezes um processo feio que muda uma realidade horrenda por outra horrível mas ligeiramente melhor. Adicionalmente este percurso não é linear, estando repleto de passos atrás. A dança feia do progresso civilzacional.
No início tribos guerreavam entre si e no final chacinavam os sobreviventes inimigos para que estes não os viessem a atacar no futuro. Num dado momento em vez de os chacinarem deram-lhes o direito à vida em troca de servitude. A escravatura, um dos grandes males da sociedade (que persiste até hoje) foi assim uma das etapas de uma marcha lenta de aumento de valores que a Humanidade tem feito desde a pré-História.
Mesmo a própria escravatura é ela própria um contínuo de valores que a passo muito lento evoluía para uma maior dignidade Humana. Se no início da escravatura, o senhor do escravo poderia fazer o que quisesse do seu escravo (incluindo tirar-lhe a vida), o Império Romano fez legislação que limitava (e punia) senhores que maltratassem os seus escravos:
" Hoje em dia, não é permitido nem aos cidadãos romanos, nem a nenhum dos que se acham sob o império do povo romano, castigar excessivamente e sem motivo os escravos. Pois, em virtude de uma constituição do imperador Antonino, aquele que matar sem motivo o seu próprio escravo é passível de sanção (...) mesmo um rigor demasiado severo dos amos é reprimido por uma constituição do mesmo principie "
Gaio, Instituições I, 52/3. 29 - II a.C.
Esta evolução lenta de respeito pela dignidade Humana significa que mesmo hoje estaremos ainda a meio dessa caminho. Se actualmente achamos normal, ainda que triste, que existam trabalhadores precários com rendimentos baixíssimos e insegurança profissional e social, certamente algures no futuro isso terá desaparecido e alguém nessa época nos insultará pela nossa aparente falta de Humanidade.
No caso de Portugal é importante entender que todas as nossas acções históricas se situaram num tempo específico com valores específicos. Quando analisamos o Brasil, fingir que os índios viviam numa espécie de paraíso terreno de paz e prosperidade é desonesto. As diferentes tribos guerreavam-se por tudo e por nada, comiam os seus inimigos, violavam e destruíam. Quando se põe Portugal em cena não é contraposição ao mundo perfeito e idílico mas à realidade que os portugueses quinhentistas encontraram.
Assim sendo, dado que o denominador comum de todos os povos é serem violento, isolar e destacar os portugueses quinhentistas não é nada mais que uma ataque anacrónico que se propositado é desonesto e se não propositado é ignorante.
Quando comparado com outras sociedades da época, principalmente aquelas que Portugal subjugou, os portugueses não se distinguem delas na violência (que era comum a todos), mas antes no facto de terem sido catalisadores de avanços civilizacionais. Mesmo no trato com diferentes povos é incrível a Humanidade que aquela gente, que conviveu com misérias, guerras e destruição como não imaginamos, tinha. Ler a troca de correspondência entre o rei do Congo e os reis Portugueses deita por terra muitos preconceitos que temos sobre as relações que os portugueses tinham com os povos com que deparavam.
2. Incompreensão do papel da narrativa histórica de um povo.
As nações possuem psique semelhantes a pessoas e sofrem de traumas tal como um indivíduo. A um adolescente que se meteu nas drogas e virou delinquente ninguém recomenda que, para melhorar a sua vida, se passe o tempo a relembrá-lo que consumiu drogas e que ele mau. Pelo contrário, iremos construir pontes para o futuro e garantir que ele não se odeia a si, dando primazia às boas acções dele e mostrando-lhe um caminho de bondade. Com nações deve-se fazer o mesmo, se repetires a alguém que ser português ou brasileiro é ser bom e ajudar o próximo, apenas diminuis traumas e auto-ódio e aumentas a probabilidade desses indivíduos agirem dessa forma (sendo bons e ajudando o próximo)
A construção de narrativas históricas tem um propósito diferente da análise objectiva da História e da busca da verdade. Um historiador trabalha arduamente para identificar todos os factos históricos, apurá-los, ponderá-los e elaborar uma explicação não enviesada dos acontecimentos passados. Permite assim que a Humanidade entenda melhor as suas origens, compreenda melhor o seu presente e ter um acervo histórico factual para consulta. No caso de narrativas nacionais o objectivo, e o modo como surgem, é muito diferente. Uma nação precisa de ter valores e ideias que unam os seus membros. Os seus membros unem-se em torno de traumas comuns e na sua resposta a eles, e também nos grandes sucessos conjuntos. Este agregado de sentimentos gera uma história complexa da qual os membros retiram os princípios que regem a forma de pensar do grupo. Esta memória colectiva é passada de geração em geração através das expressões culturais que essa nação criou, como os seus livros, as suas músicas, a sua arte.
Os grandes traumas criam um comportamento extremo que impeça o grupo de voltar a cair numa semelhante posição, os grandes triunfos criam epopeias de orgulho e um positivismo no futuro. Isto significa que as narrativas nacionais são altamente selectivas e nunca um espelho de toda a realidade histórica. Isto não é um defeito dessa narrativa, mas uma característica. Uma narrativa nacional é conjunto de histórias simples e que cada membro possa interiorizar e não um tratado histórico completo
A forma como cada nação olha para o seu passado define assim o seu comportamento futuro. Certas nações reagiram a traumas e triunfos com uma narrativa nociva, como a Alemanha pós primeira-guerra. A forma como aquela sociedade decidiu interpretar a sua derrota na primeira-guerra foi crucial na elaboração de uma mentalidade que permitiu a ascensão da ideologia Nazi.
Portugal por outro lado é das nações que, a meu ver, melhor soube criar uma narrativa nacional. Os nossos traumas e triunfos colectivos foram codificados numa linguagem de esperança e de abertura a outras culturas. Chego a dizer que, colectivamente, fomos sábios ao ponto de quase todas as interpretações que fazemos do passado nos fazerem, hoje, melhores pessoas. A título de exemplo pensemos nalguns dos principais mitos (narrativa de caráter simbólico-imagético) que compoem a nossa narrativa nacional:
Somos o produto dos momentos que escolhemos para nos representar e da forma como os interpretamos. Qualquer discussão sobre a forma como elaboramos a narrativa que colectivamente escolhemos para nos definir tem que ter sempre em conta o seu papel em definir quem somos. E qualquer alteração à nossa nova narrativa deve ter como objectivo fazer de nós mais Humanos e por definição, melhores Portugueses.
submitted by aquele_inconveniente to portugal [link] [comments]

Fórum?

Olá galera, eu vim pra lhes perguntar se tem algum fórum dedicado ao Inter como os outros times têm? Tipo falagalo, palmeiras todo dia, meu timão, etc?? Tenho interesse em conhecer o seu time ainda mais e também ver a atitude geral da torcida e coisas do tipo. Abraços!
submitted by Wakkoz15 to internacional [link] [comments]

Desigualdade de rendimentos, pobreza e Família: Um porta para o discurso

Desigualdade de rendimentos, pobreza e Família: Um porta para o discurso

https://preview.redd.it/rf7q83ihae151.png?width=543&format=png&auto=webp&s=31cc44f5ebc43527f6d42d7025cf5614fed32390
Gostei muito da reacção ao meu último artigo sobre a falta de convergência económica Portuguesa com o mundo desenvolvido. Vi alto civismo, troca de ideias, e até acordo entre pessoas de ideologia diferentes. Espero que este texto seja brindado pelo mesmo e tentarei, quanto possível, voltar a ser neutro e não enviesado na apresentação
  • Parte 1 - A evolução da pobreza e desigualdade social em Portugal
  • Parte 2 - A degradação da instituição Família em Portugal
  • Parte 3 - O caso para um esforço conjunto de conservadores e socialistas para solucionarem o problema
Ao longo das últimas décadas existem, entre outras tendências, duas que acho de particular relevância: O foco crescente do diálogo político em temas redistributivos e a degradação da instituição familiar. Creio que estes temas estão intimamente relacionados

Parte 1 - A evolução da pobreza e desigualdade social em Portugal

Existe na sociedade Portuguesa a ideia de que o poder de compra tem evoluído bastante e exceptuando situações pontuais, como a crise financeira, numa trajectória de constante melhoria. A dura realidade é um pouco diferente:

Figura 1
Olhando para os trabalhadores por conta de outrem (o grosso da população e normalmente associado à classe trabalhadora) vemos que quando ajustado à inflacção, o aumento do ganho médio é incrivelmente baixo. Em 33 anos (1985-2018), houve um aumento de 22%. No mesmo período, o PIB per capita português (ajustado à inflação) aumentou 97%. Ou seja, apesar da geração de riqueza do país ter quase duplicado, os ganhos dos trabalhadores não reflectiram esse aumento
Mas existe um problema adicional. As exigências de gastos e de nível de vida em 1985 eram muito diferentes do que em 2018. Hoje em dia, além das necessidades básicas que no passado se verificavam (alimentação, água, energia, transportes) acrescem-se hoje as telecomunicações e o acesso a informação digital. Se uma torradeira pode ser considerado um bem não essencial quer em 1985 quer em 2018, um computador pessoal é hoje um bem essencial. O acesso à internet é outro exemplo. Um indivíduo sem acesso está hoje limitado no acesso a serviços públicos e à informação.
Ou seja, ainda que possa ter havido um ligeiro aumento de 22%, este valor sobrestima a qualidade de vida dos trabalhadores, pois esconde a alteração das necessidades da sociedade.
Uma outra forma de ver isto é com o peso dos salários no PIB:

Figura 2
A evolução é consistente com o que vimos no quadro anterior. Os salários têm representado um peso cada vez menor do PIB, por oposição aos lucros das empresas. É também interessante que essa tendência se inverteu no pós-revolução. Até 1973 vemos um aumento gradual do peso dos salários no PIB (o que significa que a cada ano que passa, os trabalhadores têm direito a uma fatia maior da riqueza gerada). Entre 1974 e 1975 (cor rosa) vemos também o efeito redistributivo da revolução. Os trabalhadores conseguem nesses anos um aumento substancial da sua fatia no PIB. Infelizmente, de 1975 para a frente a tendência é invertida, com os detentores de capital a terem uma fatia maior e os trabalhadores a diminuir. Após a entrada para a União europeia (cor azul) esta tendência diminui mas não desaparece.
Aquilo que acho interessante neste gráfico é que mostra o porquê da nossa sociedade de hoje estar tão preocupada com redistribuição. Ao mesmo tempo também mostra o porquê de tantos acusarem o regime actual (de influência socialista) de não servir o povo. Citando um utilizador que comentou no meu outro artigo, u/Josepedro19, não se deve ver uma ideia política pelas suas intenções mas pelos seus resultados.
Outros autores têm chegado às mesma conclusões com análises bem mais detalhadas (mas mais maçudas para um fórum como o reddit):
The decrease in income concentration, started very moderately at the end of the 1960s and which accelerated after the revolution of 1974, began to be reversed during the first half of the 1980s. During the last 15 years top income shares have increased steadily.
https://www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S0014498309000205
Aliás, tudo isto termina na falta de capacidade de poupar, algo que será relevante para a parte 2:

Figura 3
Para se compreender o gráfico, é importante entender o conceito de rendimento disponível. Este valor é a soma de todos os rendimentos, incluindo subsídios e apoios estatais, mas removendo todos os impostos e taxas. Ou seja, se alguém tinha um salário de 1100€, apoios do governo de 100€, pagava em taxas e impostos 200€, e poupava 200€, então tem um rendimento disponível de 1000€ e uma taxa de poupança de 20%. Se o estado lhe aumentasse os impostos, mas os devolvesse (em saúde pública, etc) de forma ao trabalhador não ter de tocar na sua poupança, a taxa de poupança aumentaria, pois o rendimento disponível era menor e o rácio maior. O que vemos é o inverso disto e novamente em linha com o que se apresentou antes. Os trabalhadores portugueses têm visto a sua poupança diminuir significativamente ao longo das últimas década apesar de terem mais serviços públicos que deveriam colmatar gastos que os trabalhadores tinham. Fazendo-me questionar se os impostos que pagam dão um retorno equivalente ao montante que é pago pelos trabalhadores.
Um efeito que contudo não é observável neste último gráfico é se a poupança se deve apenas à incapacidade de poupar, ou à decisão de poupar. A facilidade e acesso crédito faz com que seja hoje mais simples adquirir um carro sem ter de se poupar para ele e certamente diminui a taxa de poupança.
Para estarmos mais cientes do que está por detrás desta taxa de poupança podemos fazer um pequeno exercício ilustrativo. Em Portugal, 72% dos agregados familiares auferem menos que 19 mil euros ao ano.
Uma família com pai e mãe a ganharem ambos o salário mínimo ganha 17780€ ao ano. Se deduzirmos a esse salário as despensas para vida minimamente aceitável nos dia de hoje obtemos o seguinte:

Figura 4
Esta taxa de poupança ilustrativa (6%) coincide com os níveis que vimos no Figura 3. De qualquer das formas, sendo que o crédito ao consumo e escolha de crédito/poupança tem com certeza efeito deixo ao critério do leitor inferir a dimensão do efeito do poder de compra na taxa de poupança.
Como conclusão desta parte sai o seguinte:
  • O nível de vida em Portugal, para uma grande parte da população, não tem acompanhado a evolução económica do país
  • A desigualdade económica diminuiu até ao final dos anos 70 (tendo tido um pico no pós-revolução) e aumentado consistentemente dos anos 80 até hoje.
  • As exigências financeiras e os níveis de rendimento não permitem à grande maioria dos portuguesas ter poupanças e um nível de vida aceitável

Parte 2 - A degradação da instituição Família

Se o aumento da desigualdade (que mesmo sem dados é perceptível pelo cidadão comum) tem tido um particular efeito a moldar a mente da esquerda Portuguesa, o desaparecimento da Família, nos moldes tradicionais, tem afectado a mente dos conservadores.

Figura 5
Ao longo das últimas décadas vemos a cada ano que passa menos portugueses a casar e ao mesmo tempo um aumento gigante no número de divórcios.
Hoje em dia, o normal é o não casar e se casar, o normal é divorciar-se. O juízo de valor deste novo normal dependerá obviamente das ideologias de cada um, mas ainda assim é preciso reconhecer o quão dramática foi esta a alteração social. A Família tem sido a unidade básica na sociedade ocidental e aquela que em muitos casos é responsável por evitar injustiças sociais. Na ausência de um Estado para ajudar o indivíduo em todas as ocasiões, a Família existe e apoia, dentro do possível, os infortúnios dos seus membros. Dar guarida a um primo ou irmão quando ele ficou sem casa, apoiar financeiramente o filho ou a esposa quando ficaram sem trabalho.
O outro lado da desagregação familiar tem a ver com a criação das gerações futuras.

Figura 6
A fertilidade caiu a pique até meados dos anos 80, tendo estagnado em valores que não são suficientes para manutenção da população.

Figura 7
Por outro lado, número de filhos fora de casamento tem vindo a a aumentar em proporção aos dentro de casamento sendo que hoje a maioria dos nascimentos ocorre fora do casamento. Adicionalmente 1 em 6 potenciais nascimentos não ocorre devido à decisão de aborto por parte das mães.
Se por um lado isto é preocupante aos conservadores, que vêm lares separados e um abandono dos valores tradicionais (em 2017 apenas 31% dos casamentos foram católicos em comparação com 73% em 1990), as implicações na igualdade de oportunidades e pobreza deveriam preocupar a esquerda.
Em 2018, 34% os agregados monoparentais com apenas uma criança estão em risco de pobreza em comparação com 12% nos agregados biparentais com apenas uma criança. Apesar de nem todos os filhos fora de casamento serem de casais monoparentais (alguns podem não ter ainda casado) a estatística é ainda assim preocupante.
Adicionalmente, parece que estas tendências sociais não estão completamente dissociadas da capacidade financeira da população Portuguesa. Para fazer um casamento há que despender de bastante dinheiro e criar uma criança não é também uma responsabilidade barata.

Figura 8
Quando comparamos a capacidade de poupança dos Portugueses, com a evolução do número de casamento vemos uma correlação alta, de 0,7. Podemos argumentar que além deste efeito existe um fenómeno social de menos valorização de casamento mas penso que a questão financeira é evidente. Aliás anedoticamente, entre as pessoas que conheço, apesar de várias estarem juntas ao fim de muito anos, aquelas que singraram na vida e tiveram bons empregos foram as que casaram. É anedótico e portanto nada prova, mas acho que é interessante pensarmos neste ponto.
Tentei procurar uma desagregação do número de filhos por escalão de rendimento do agregado familiar e não encontrei. Mas dado que vimos antes que cerca de 72% da população não é capaz de poupar mais de 1000€ por ano, no melhor cenário, a capacidade financeira de ter uma criança é muito baixa. De novo, anedoticamente, muitos dos meus amigos que estão juntos (casados ou não) dizem que a razão principal para não terem filhos é a incapacidade financeira.
Fiz um exercício hipotético. E aviso já bem claro para que ninguém tome estes valores como reais, da taxa de fecundidade que teríamos caso houve uma relação inversa entre o nº de filhos e o rendimento. Ainda que seja um exercício crude os resultados ficaram bastante próximos daqueles que vemos na estatística quando assumi que haveria 1 filho sempre que se duplicava o rendimento:

Figura 9
De novo, este exercício não prova nada. Não é necessário um comentário a dizer isso pois já o digo aqui. Apenas mostra que caso houvesse uma relação deste género era possível chegar à taxa de fertilidade que temos.
Como conclusão desta parte sai o seguinte:
  • Cada vez há menos casamentos, mais divórcios em proporção aos casamentos, menos filhos e uma maior porção deles nascidos fora do casamento
  • Existe uma correlação entre a capacidade de poupança e o número de casamentos, sugerindo (não provando) que pode haver factores financeiros por detrás deste fenómeno social
  • Cerca de 72% da população tem bastante dificuldades em ter filhos, quando analisadas as suas despesas e rendimentos. Apesar de não haver evidências claras da capacidade de poupança e nível de vida na natalidade, é uma relação possível e que explicaria a baixa natalidade

Parte 3 - O caso para um esforço conjunto de conservadores e socialistas para solucionarem o problema

Existem várias facções políticas em Portugal. Para simplicidade irei dividi-las nos seguintes grupos:
  • Direita não conservadora (Liberais) - Querem um mercado livre, não se preocupam com redistribuição e possuem valores diferentes dos tradicionais (apoiam drogas, não valorizam necessariamente a família, etc)
  • Direita conservadora - Querem menos estado mas possuem preocupações de redistribuição. Valorizam a família e os valores tradicionais.
  • Esquerda moderada - Querem redistribuição mais activa e menos foco no mercado livre. Apesar de valorizarem menos os valores tradicionais que os conservadores, convivem com eles (ex. ainda valorizam o valor da família mas são dão menos importância ao casamento, religião, aborto, etc)
  • Esquerda radical - Querem redistribuição como valor principal e absoluto, assim como a abolição das instituições tradicionais como a família ou a igreja
Não incluí a direita radical (a chamada extrema-direita) pois não faz existe partidos em Portugal com assento parlamentar que encaixem nessa definição. Um exemplo seria o PNR, mas não é expressivo.
Acredito que a maioria dos Portugueses é inteligente e quando manifesta uma opinião política manifesta um problema real, que identificou, e ao qual atribui uma importância maior na sua vida. Assim sendo, reconheço que quer conservadores como socialistas estão a verbalizar preocupações reais.Acho que é mais importante perceber porque cada lado tem a postura que tem ao invés de perceber qual está certo ou errado no modo de atingir o seu fim. Trabalhando em conjunto podem até descobrir que os seus objectivos não são mutuamente exclusivos e que podem traçar um caminho em comum.
A instituição Família tem sido um ponto de divergência entre conservadores e progressistas, que a cada ano que passa parece criar um fosso maior entre os dois. Se aos olhos de conservadores a família tem um papel fundamental de educação da próxima geração, aos olhos da esquerda radical é vista como um mecanismo de opressão.
Contudo se tirarmos da equação a esquerda radical, a esquerda moderada não tem nada contra a Família, querendo mais proteger as classes mais baixas em Portugal.
Por outro lado, redistribuição é algo tabu para um liberal que valorize o mercado livre mas não o é para alguém da direita conservadora que, normalmente impelida por valores católicos, acredita na ajuda aos menos favorecidos.
Assim sendo penso que estes duas facções ganhavam imenso se em vez de debaterem as suas ideias pelo valor abstracto delas (ou seja um discurso focado no caminho e não onde querem chegar), falem-se mais sobre os seus objectivos e como poderiam agir para ambos conseguirem resolver aquilo que pensam ser problemas importantes para a Nação.
Creio que se esse discurso começasse a existir (que hoje em dia não o vejo) facilmente iriam chegar à conclusão que a actual elite política em Portugal não representa quer um grupo (pois a desigualdade só aumenta) quer o outro (pois os valores tradicionais só desaparecem)

Conclusão

Para finalizar gostaria de pedir as vossas opiniões, quer sobre as análises, quer sobre este potencial de discurso. A minha existência neste fórum vai ser sempre pautada por uma tentativa de nos aproximar a todos, enquanto Portugueses, para que possamos pensar melhor sobre o futuro do nosso País. Longe de ideologias e partidarismos, podemos deixar as cores de lado e pensar quais os nossos objectivos principais e depois criarmos um caminho consensual para os atingir.
Penso que há muito mais que nos une do que aquilo que nos separa (como diz o Rui Veloso), pois tirando a extrema esquerda (que penso sabotar qualquer país) e a direita liberal (que ignora muitas vezes as externalidades negativas de um mercado livre) a maioria dos Portugueses apenas quer viver a sua vida melhor e viver em paz e sossego com os seus.
Obrigado pela paciência que tiverem em ler tudo e novamente, apelo ao civismo de todos nos comentários!
EDIT: Fonte de dados - INE e PORDATA
submitted by aquele_inconveniente to portugal [link] [comments]

Qual o melhor pacote de comunicações? (NOS, MEO ou Vodafone)

Bom dia,
Vou trocar de serviço de telecomunicações. Lembro-me há 2 anos que havia um fórum com as melhores ofertas possíveis de cada operadora, mas agora não consigo encontrá-lo.
Alguém sabe do que falo?
submitted by SotorBitaites to portugal [link] [comments]

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Com uma live musical com o grupo Chiquito e Bordoneio, tem início nesta segunda-feira (14), às 18h45min, a programação do XXVII Fórum de Estudos das Ciências Jurídicas e Sociais, promovido pelo Curso de Direito da URI. IV FÓRUM DO DIA MUNDIAL DAS DOENÇAS RARAS Sábado, 29 de fevereiro de 2020, 08h>17h30 Fórum do Sport. Bem-vindo(a) ao Fórum do Sport. Threads / Posts Última Mensagem. Sport. Tudo sobre o Sport Club do Recife. Atividade do Forum: ... Aniversariantes do Dia. Cézar Braga, Douglas Junior, Diogo Ponchera; Fórum do Sport Estatísticas. Tópicos 227,338 Posts 2,755,291 Membros 32,101. Top 20 dos postadores do dia; Top 20 dos postadores do fórum; Excluir os cookies do fórum; Quem está conectado ? Há 1 usuário online :: Nenhum usuário registrado, Nenhum Invisível e 1 Visitante O recorde de usuários online foi de 27 em Ter Jun 16, 2020 3:26 am Programação do Dia: É muito importante verificar a programação do dia (tecla “O”) e concluir todos os eventos diários, semanais e mensais que estiverem disponíveis. Estes eventos são uma ótima fonte de experiência, recompensam com bons itens e equipamentos e ainda é possível obter Gem ao abrir os baús da barra de atividade.

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